Autor desconhecido

“Com carinho eu me cuido e me amparo a cada passo, a cada queda. Sei que minha força se refaz no meu tempo, e nele meu coração celebra.

Que eu não me critique ou me culpe, drenando assim minha própria energia. Que eu saiba respeitar o meu tempo de florescer a cada dor, que eu possa também me permitir a alegria.

Que antes de eu cuidar do outro, eu olhe para a minha vida, regue o meu jardim para que a doação não me deixe um buraco e eu me sinta depois dolorida.

Que eu não abandone a mim mesma, esperando que alguém venha me salvar, ao invés disso que eu saiba me olhar com amor e me curar.

Que eu saiba primeiro me encontrar, antes de me doar.

Que eu possa respeitar os meus próprios limites e aprender a dizer não quando essa é a minha real vontade e direção.

Nos erros que cometo, que eu possa me olhar com todo amor e compaixão, pois sei que faço e dou o meu melhor, que eu aprecie a autogratidão.

Em cada alegria celebro a grandeza de ser quem sou, sem querer ser uma imagem que pintaram de mim, esse tempo acabou.

Com carinho eu me cuido e me amparo a cada passo, a cada queda. Sei que minha força se refaz no meu tempo, e nele meu coração celebra.”

(Autor Desconhecido)

 

Obrigado por me enviar, Cíntia Milanese (blog Trocando Miúdos)

Instagram novo

Eu fiz uma conta nova no Instagram onde vou colocar fotos, receitas, minhas dicas de livros e cuidados pessoais. Meu nome de acesso por lá é blog.buscando.equilibrio

Aqui eu realmente só quero escrever sobre a questão emocional do emagrecimento, mas lá colocarei detalhes do dia-a-dia porque gosto de ter este histórico de ações  como base de comparação da minha evolução e porque, ao mesmo tempo, poderá ajudar ou estimular alguém que se identifique comigo.

De mais a mais, minha conta aqui do wordpress agora é gratuita (antigamente eu pagava), então, há um limite de gigas que eu posso usar e quero gastá-lo só com uploads pertinentes ao conteúdo atual, cujo foco é minhas autodescobertas e experiências emocionais com a obesidade e o emagrecimento. Assim sendo, uma nova conta no Instagram, desvinculada da minha conta pessoal, é uma ferramenta super prática e seleciona quem está somente interessado neste assunto específico.

Um excelente dia, pessoal! ;)

Largando a hipnose social

No caminho do desenvolvimento da coragem, há uma ação muito importante:

É o  “FODA-SE“.

Sobretudo no que diz respeito ao “o quê as pessoas vão pensar se eu _____________” (complete a frase com a sua situação), o “foda-se” é um pré-requisito DA VIDA FELIZ. Não estou aqui estimulando ninguém a sair xingando os outros por aí. O “foda-se” você vai dizer é para a sua mente viciada numa programação social imposta que te diz “Você tem que ___________” (preencha com a sua situação).

Pois bem, pessoal, a gente não “tem que” nada ou quase nada. Eu diria que o “tem que” só é, talvez, aceitável se eu disser “Você tem que ouvir a si mesmo, ao que você quer, e não aos outros”. Mas daí nem todo mundo está preparado para este passo, então, é melhor dizer que a gente não “tem que” coisa alguma mesmo.

Se não quero ir na festa da amiga, eu vou falar “Olha amiga, eu gosto muito de você mas, não tô a fim de ir hoje não, vou ficar aqui vendo Netflix”. E se a amiga não for capaz de entender, problema delaaaa!!!!

Se eu me sinto mal fazendo isso ou aquilo, eu não vou mais me forçar a nada que é contra a minha natureza, à quem eu sou DE VERDADE, doa à quem doer. E isto não é egoísmo NÃÃÃÃO! Isto é autovalorizar-se, é validar o que estamos sentindo naquele momento. Por que o que o outro sente vale mais do que o quê eu sinto!? Então quer dizer que eu posso me machucar me forçando à ir numa festa pra não magoar o outro? Mas o que é isto!? NÃÃÃÃÃO TÁ CERTO ISTO NÃO! …E o outro fazendo a mesma coisa! Ou seja, todo mundo fazendo o que não quer,  ficando infeliz, pra não magoar o outro! QUE LOUCURA COLETIVA! Não é mais lógico e produtivo cada um cuidar de si primeiro? Claro que éééééé!

Mas olha, você se livrar desta hipnose sócio-cultural ensinada pelas nossas famílias e reforçada pelas normas sociais não é fácil não. A mente rejeita o “eu primeiro” e fica aquela voz lhe chamando de ególatra ou fazendo terrorismo dizendo que se você for você mesma, você vai ficar sozinha. Pois olha, ainda que o preço para ser eu mesma fosse ficar sozinha (coisa que nem é verdade), eu prefiro pagá-lo à continuar sendo uma atriz da minha própria vida, fazendo um papel de boazinha pros outros me aplaudirem. AH NÃO! Foda-se o que os outros pensam! O que eles pensam é problema deles e se for algo negativo é porque eles têm negatividade dentro deles. O que o outro pensa ou fala reflete o que ***ele*** têm dentro de si e não dentro de nós. Quem é genuinamente bem-resolvido, não perde tempo de vida criticando os outros não! Esta pessoa está é imersa vivendo a sua plenitude.

Então, pessoal, é preciso ter coragem de romper com o verniz social de querer agradar os outros. Isto foi só uma hipocrisia social que te ensinaram. Se alguma coisa que você pensa em fazer  vai agradar ao fulano, mas vai agradar à você em primeiro lugar, se for um prazer pra você fazê-lo, tudo bem!!! Mas se sacrificar para agrada o outro é o caminho da absoluta frustração e um grande passo para entrar em depressão.

Começe reprogramando sua mente com situações pequenas, banais, do dia-a-dia e, assim, você vai desenvolvendo a força necessária para se desvencilhar de situações mais pesadas e que lhe bloqueiam o caminho da sua plenitude, da sua satisfação pessoal, de você se sentir bem em ser só e somente você.

Você sabem que eu fui trabalhar para pagar meus estudos numa nova faculdade. Detestei o curso e o trabalho me levou aos limites da minha capacidade de suportar estresses. Foi preciso coragem para admitir que aquele plano não estava funcionando, virar a página e recomeçar. Vem logo na cabeça “Mas o quê os outros vão pensar?”. Pois foi bem neste pensamento que eu disse pra minha mente: “Foda-se! Eu sou mais importante do que tudo! E se isto não é pra mim, ok, outra coisa será. E está tudo bem”.  E com muita frequência eu preciso domar a minha mente que quer me atormentar com a programação antiga de aaaaaaanos, querendo me amedrontar. É um trabalho incessante, nem sempre consigo, mas sigo persistindo com consistência. Pra muita coisa, já mudei completamente; outras ainda são desafiadoras demais! Paciência é o lema.

A gente sempre quer que as coisas aconteçam em saltos, mas a vida se faz é no dia-a-dia – naqueles pequenos atos repetidos. Tenhamos mais amor pelas nossas limitações, que nada mais são que ferramentas de aprendizado; e olhemos para nossas conquistas, das mais ínfimas às grandiozas, com a confiança de que, se já superamos tantas coisas (e todo mundo já superou), somos capazes de lidar e aprender também com infinitas outras, na evolução contante que é ser humano.

 

Tirando a poeira

Oi Pessoal, eita que sumi daqui! Mas as leitoras daqui que me acompanham no snapchat (carlapancha) sabem de mim todo dia! Então, se bater saudade, me adiciona lá.

Estou me organizando para ter tempo disponível de vir aqui, mesmo porque para contar sobre minhas superações e desafios, é preciso deixar passar um tempo, pois não é da noite pro dia que faço progressos notáveis: é na soma de um dia após o outro que percebo os resultados das mudanças internas; e também aonde ainda tenho limites.

O importante é persistir sempre, pois todo caminho é caminho.

Desculpem-me a demora em responder os comentários: é que nem entrar no site eu estava entrando!

Abraços! ;)

Blogueiras de emagrecimento

Nos primórdios de sua criação este blog era focado em emagrecimento, isto é, na tríade reeducação alimentar complementada por exercícios físicos e fortalecimento da autoestima. Hoje em dia só me sinto estimulada a falar do fortalecimento da autoestima, através da superação dos medos. Eu explico o porquê mais adiante.

Escrever sobre dieta e atividade física foi o quê fez o blog ficar “conhecido”, tanto que até me deu um certo medo desta audiência toda. Mas, enfim, esta introdução é só para dizer que eu conheci muitas mulheres blogueiras de emagrecimento de 2012 pra cá. E há um fato constante em quase todos estes blogs: todo mundo que focou mais na dieta e exercícios físicos do que cuidar das suas fragilidades internas através do fortalecimento da autoestima, isto é, a maioria, acabou re-engordando, seja tudo o que eliminou, ou parcialmente (como eu), ou até mais!

E porquê isto aconteceu?

Eu não posso falar por todas, mesmo porque nada que se generalize vai explicar a situação de cada uma. Eu só posso falar do que eu vivi e do que eu vi por aí no relato de outras blogueiras.

Quando você está acima do peso e através da blogosfera encontra um grupo de pessoas com o objetivo comum de emagrecer, a caminhada fica mais estimulante. Você se empolga em dividir suas conquistas e vibra com as conquistas de suas amigas virtuais. É tudo uma grande acolhida porque quando você está bem você ganha aplausos e quando você não está indo bem, você ganha o carinho solidário em forma de palavras motivadoras. No meu caso foi mega-raro receber comentários desagradáveis aqui. Então, ao alcançar o tão sonhado peso, não teve mais os aplausos constantes, nem carinho motivador – você é deixada com você mesma.

Veja bem, eu não estou aqui dizendo que receber carinho e motivação não é legal. Isto é ótimo e muito positivo. O que eu estou dizendo é que DEPENDER destas fontes externas de sustentação emocional não te torna uma pessoa forte em si mesma. E qualquer dependência neste sentido é uma amarra, uma limitação que impede a pessoa de viver sua vida plenamente.

Você percebe isto quando você emagreceu, mas os desafios normais da vida adulta batem à sua porta e você, que não se fortaleceu de si mesmo (e sim dos outros), se vê novamente fragilizada na dependência emocional do outro. E, portanto, se sente desmotivada à seguir sua rotina de alimentação saudável ou malhar “sozinha” (sozinha entre aspas porque a gente sempre tem a gente mesma – nunca estamo sozinhas). Esta dependência emocional do outro, na verdade, pode acontecer em qualquer área de sua vida. Exemplo: você quer fazer um projeto, mas seu companheiro discorda e você não faz porque ele não te apoiou. Isto não é uma situação horrorosa de dependência emocional? É uma coisa horrorosa não sermos capazes de nos auto-apoiarmos, de confiarmos em nós e no nosso potencial!

Veja bem, malhar e comer direito emagrece qualquer um que se disponha a ser disciplinado, mas isto só vai se manter se seu estado emocional estiver bom. Só que o quê a maioria esmagadora de nós faz? Foca só em dieta e exercícios, deixando O PRINCIPAL, nosso fortalecimento emocional, de lado ou sem ser trabalhado com o mesmo suor. Isto porque é infinitamente mais fácil você trabalhar seu bíceps do que trabalhar seus medos.

Existem pessoas que sequer admitem que tem medos. Falam que estão “estressadas”. Oras, estresse é medo. Medo de quê? Não sei, você quem sabe. Eu só sei dos meus medos. Mas estresse é medo sim! Medo de falar o que pensa pro chefe, medo de não conseguir cumprir prazos, medo de perder o amor do companheiro, medo de não estar sendo boa mãe, medo de voltar sozinha do trabalho à noite, medo de perder o emprego ou de não conseguir um, medo de decepcionar, x, y ou z…Gente! A lista é enorme…

Para manter um corpo equilibrado, precisamos de uma mente equilibrada e, só conseguimos isto quando paramos para olhar para o nosso interior e descobrirmos quais são as reais causas das nossas aflições para, então, podermos trabalhá-las. Já se perguntou quais são as crenças negativas que que você tem e que lhe demolem ao invés de lhe fazerem crescer? Quais são as mágoas antigas que lhe corroem e você ainda não largou? Quais são suas preocupações com o futuro que lhe deixam ansiosa? Qual é o modelo de perfeição inatingível que você está traçando para sim? Qual é a pretenção de ser uma maravilha no mundo que você anda nutrindo?… Para se perguntar estas coisas e se responder honestamente requer muito amor para consigo, muito autoperdão. E, equivocadamente, muitas pessoas vêem isto como uma fraqueza, mas é o contrário! Encarar as feridas que passamos anos ignorando ou colocando um band-aid por cima requer muita coragem!

Como ser feliz e satisfeito consigo sem cuidar destas questões? Não dá! Sem nem conhecer nossas negatividades, como vamos nos positivar?

Abre parênteses

Sabe porque o “mundo fitness” não vende esta idéia? Porque não dá pra vender autoestima dentro de uma caixinha, porque não existe barrinha de autovalorização, nem pó mágico seca-medo. É preciso sair desta hipnose de que a solução do seu vazio existencial está num shake de whey pós-crossfit peso-pesado-destrói-articulações, no tratamento criolipogalático abdomenegativius, no suco detox-otariox, … O povo está aí é para transformar sua fragilidade emocional em lucro. Antes de seguir uma “tendência”, pergunte-se se a pessoa que está divulgando esta ideia depende financeiramente de seus patrocinadores ou está lucrando de alguma forma com “presentinhos”. Se está, duvide, e vá se informar com profissionais idôneos, inscritos em suas respectivas especialidades reconhecidas pelos conselhos de classe.

Fecha parênteses

Uma outra questão das blogueiras de emagrecimento é a cobrança. Você blogueira que emagreceu um montão começa a receber muitas visualizações, likes e comentários. E você pira o cabeção. Você começa a se sentir obrigada (e nada pior que obrigação nesta vida!); obrigada a se manter na linha, a ser perfeita, a ser exemplo, a não decepcionar os outros, aqueles “tem que, tem que, tem que” da mente em delírio ….daí é o fim! Esta neura te deixa ansiosa e isto gera o quê? Fome emocional. Aquela fome que não é estômago roncando, mas sim aquela sensação desagradável de aperto no peito que só pode ser “curada” por um doce ou uma batata frita do McDonald’s, sabe? E isso não falo nem só por mim. As blogueiras de emagrecimento HONESTAS falam disto abertamente, não sem muita vergonha, porque, afinal, a gente se cobra tanto, que quase vira um crime passível de cadeia, a gente ter re-engordado! Digo blogueiras honestas porque tem gente aí, sabe, que vive postando foto sarada antiga no Facebook quando na atualidade engordou e se esconde das mídias sociais em tempo real tipo Snapchat (e tá cheio de otário acreditando nestas mentiras). Mas isto aí é com cada um…. Enfim! … O fato é que exige muita coragem admitir que a gente retornou aos velhos hábitos porque, por algum motivo, se fragilizou novamente: não soube aceitar um revés da vida, ou não soube se adaptar à mudanças, à perdas, à não conseguir algo que queria muito etc… Como eu disse antes, emagreceu, mas não curou o principal – A FRAGILIDADE EMOCIONAL.

E é por isto que eu me senti estimulada tirar a cortina deste elefante branco que é conversarmos sobre nossos medos e fragilidades e trocarmos ideias sobre como podemos vencermos a nós mesmos nesta batalha invisível que é reformular-se interiormente.

Abraços!

Autoimagem & amor por si

Continuando os relatos dos medos enfrentados desde o início do ano, o mês de março foi rico em oportunidades nas quais eu pude exercitar a coragem. Foram situações simples, mas que, quando se acumulam, acabam virando um fardo a ser carregado. E isto cansa! O dia que você cansar, mas cansar de verdade, aquele dia que você se diz gritando do fundo da sua alma “CHEGAAAAAA”. Aí sim, você começará a ter esta vontade de enfrentar o mundo de peito aberto e sem medo de simplesmente ser você.

No meio do mês de fevereiro nós compramos um pacote de três meses em um spa nórdico com direito a cursos de grupo para atividades físicas (como yoga, pilates, spinning, etc).

Para curtir o spa nórdico, que nada mais é do que alternar sessões de sauna com um choque térmico em piscina gelada, seguido de relaxamento, era preciso expor o corpo fora de forma em um biquíni.

Aproximadamente 80% dos frequentadores do spa pareciam saídos da capa da revista Boa Forma – e isto foi intimidante. Muitas vezes eu me senti desconfortável e nem era porque as pessoas me olhavam, era coisa da minha cabeça mesmo! Como se diz por aí, nosso maior inimigo somos nós mesmos. Não temos que vencer ninguém lá fora. Só precisamos vencer  nosso próprio poder de autodepreciação.

Então, foi nesta época que, por “acaso”, acabei esbarrando com o livro da Louise Hay chamado “Mirror Work”. É um livrinho pequeno com exercícios de autovalorização que a pessoa faz se olhando no espelho.

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No início parece bizarro, falso ou mesmo engraçado a gente se dizer coisas do tipo “Carla, você é uma maravilhosa expressão da vida”. Isto porque a mente está habituada com uma conversa negativa. A mente conversa com a gente: é aquela voz que fica martelando na nossa cabeça “Você deveria ter feito isto melhor, você deveria ter agido assim, ou assado” … E por aí vai.

Assim sendo, precisamos educar a mente à uma nova programação: uma que nos valoriza. E é exatamente isto que este livro da Louise Hay propõe. Não sei se ele existe em português, mas basicamente os exercícios são fundamentados em se olhar no espelho, no fundo dos nossos olhos e nos dizermos coisas boas, como falaríamos para alguém que amamos muito e que está em apuros, só que no caso este alguém é nós mesmos. Há um vídeo em português no YouTube com um guia bem fiel aos exercícios do livro, clique aqui.

O livro propõe um trabalho de uma lição de cada vez, por 21 dias, mas eu ainda estou numa repetição dos 4 ou 5 primeiros exercícios. Quando me sentir fortalecida com estes, passarei para os próximos. Pra cada um a ferramenta ajuda de uma maneira. E pra mim me ajudou demais com a questão da autoimagem com relação ao spa. Fui deixando a negatividade sobre o corpo de lado e fui curtindo meu momento de relaxar sem que a mente ficasse me atormentando a toda hora sobre meu corpo.

Agora, deixo abaixo exemplos das conversas com o espelho sugeridas pelo livro:

“Eu quero aprender a gostar de você. Eu quero muito aprender a gostar de você. Vamos fazer isto de forma divertida”

“A cada dia eu aprendo mais e mais a gostar de você”

“Eu estou disposta a aprender a lhe amar (diga seu nome). Eu estou disposta a lhe amar”

“Eu lhe amo, (seu nome). Eu lhe amo, muito, muito muito, de verdade”

“Tudo o que eu disser para mim, eu digo com amor. Tudo o que eu disser para mim diante deste espelho, eu digo com amor”

“Eu sou esperta. Eu sou mais inteligente do que eu imagino. Eu sou um gênio com uma enorme abundância de idéias criativas. Eu sou uma pessoa magnífica. Eu sou amável. Eu sou digna de muito amor”

Existem muitos outros exercícios, mas eu tenho praticado estes aí, para construir uma base sólida antes de ir mais além. Para algumas pessoas pode ser mais adequado fazer o livro todo de uma só vez, pois cada um é de um jeito.

Nem sempre eu tive baixa autoestima. Eu já fiz muita conversa positiva  com o espelho, mas era mais uma coisa de vaidade física, tipo a Nazaré da novela  Senhora do Destino.

No entanto, o objetivo dos exercícios da Louise Hay é desenvolver uma profunda relação de amor com sua essência. Não tem nada a ver com nossa imagem física necessariamente, mas, naturalmente, acabamos por desenvolver uma aceitação crescente da nossa aparência, com os pés na realidade do quê podemos ou não podemos mudar para melhor em si, em todos os sentidos.

A prática de cair de amores por nós mesmos é algo que se constrói no dia-a-dia. Não vai ser com uma semana, uma vez por dia. Cada vez que você se olhar no espelho de uma loja, do banheiro, na rua, enfim, a cada vez que você olhar a sua imagem refletida, pense algo bom sobre si mesma.

Foque em suas qualidades (e todos temos muitas!), elogie-se por qualquer razão que seja, nem que seja uma gratidão por ter mãos que funcionem perfeitamente e que permitem você limpar sua própria bunda! Sempre temos motivos para agradecer nosso eu, nossa vida e nos elogiarmos.

Eu sei que a mente mal educada quer sempre focar no que não temos, mas é importante educá-la positivamente.  O cérebro é algo maleável, de uma plasticidade imensa em fazer novas conexões neurais, então, podemos sim alcançarmos um estado de equilíbrio mental e emocional se nos positivarmos com disciplina.

Um pensamento de cada vez. Um dia de cada vez. Mas com constância, persistência e disciplina.

Minha mente é como um porto: eu amarro ou desamarro as crenças que eu escolhi pra mim” (Calunga)

 

Sobre o trabalho novo

Antes de viajar ao Brasil, no fim de maio deste ano, eu já havia planejado procurar um trabalho para que fosse eu mesma a custear meus estudos, pois eu decidi fazer outra faculdade. Estou deixando de lado a medicina veterinária e a carreira como pesquisadora em virologia e epidemiologia para me tornar socióloga.

Nosso orçamento de casal até permite que eu estude sem trabalhar, mas eu quero ter esta experiência, quero ter a satisfação pessoal de me dar meus estudos de presente.

Enfim, quando eu estava no aeroporto de Montreal, indo pro Brasil, eu encontrei uma ex-colega de trabalho e foi ela quem me perguntou se eu não gostaria de trabalhar na casa de câmbio do aeroporto. Quando voltei de viagem, mandei a ela meu CV e, na mesma semana eu fui chamada para entrevista, seguida da oferta do trabalho. Quando estamos nos positivando, o Universo traz as oportunidades assim: na bandeija!

O fato é que uma das coisas que mais me motivou a aceitar este trabalho foi a oportunidade de encarar meu medo de matemática. Fruto de uma professora anti-ética que me chamou de burra (e eu acreditei), eu cresci incapaz de fazer contas na frente de alguém sem medo de errar; sem contar que, ainda hoje, estou frequentemente duvidando de mim mesma quando faço contas. Não estou aqui culpando a professora: eu quem a atraí na minha vida, para me mostrar este meu ponto fraco, de acreditar mais nos outros que em mim. Então, como este é o meu ano onde medos desnecessários estão sendo resolvidos, eu resolvi unir dois objetivos: trabalhar para pagar meus estudos & desenvolver a segurança na matemática.

E tem sido fácil enfrentar este medo? Mas é claro que não. Tudo que sai da nossa habitual zona de conforto, é desconfortável demais, pelo menos no início. Eu tenho momentos de puro terror, do tipo querer sair correndo e nunca mais voltar. Não porque o trabalho é ruim, não! Mas pelo medo mesmo: medo contar errado na frente do cliente, medo fazer uma transação errada e cobrar a mais ou a menos, medo de não conseguir resolver algum problema, medo, medo, medo.

Vencer as crenças limitantes que geram o medo é desafiador e exige muito amor consigo, muita paciência para ver resultados, e sobretudo, muita perseverança.

Eu uso muito as técnicas de positivação da Louise Hay. Então, eu já acordo agradecendo pelos meus ouvidos que ouvem o despertador, pela minha cama confortável, pelo meu companheiro que é um grande amigo, pelo meu corpo que funciona perfeitamente. Enquanto escovo os dentes, eu me olho no espelho, repito que eu sou ótima, que me amo em qualquer situação, eu sorrio pra mim mesma, me digo que tudo está bem, porque o Universo me sustenta e me proteje o tempo todo. Nisto, eu vou me sentindo mais e mais tranquila para começar meu dia.

No ônibus para o trabalho, eu vou ouvindo o áudio do Calunga “A abundância do Universo flui em mim” e vou fazendo os exercícios mentais que ele propõe. Chego no trabalho já positivada para começar meu dia. (Observação: eu atualizei os links para os áudios do Gasparetto & Calunga. Todos estão funcionando.Clique aqui).

Pelos motivos que já mencionei, o trabalho é desafiador. A cada instante eu estou em situações desconfortáveis e preciso continuar me fortalecendo interiormente para me acalmar quando o medo começa querer aparecer. Então, eu vou me dizendo “Carla, você é capaz”, “Paz, paz, paz”, “Tudo que eu faço é suficiente, eu sou capaz”, “Coragem, você consegue”, “A vida quer que eu seja feliz”, “Eu mereço só o melhor”, “Eu confio na vida”, e por aí vai. Desta forma, eu volto à tranquilidade, faço as coisas certas, atraio clientes pacientes quando eu erro, mesmo quando erro meus chefes acabam sendo bacanas comigo. Tudo isto porque eu fico constantemente me positivando. É um trabalho que não posso largar porque é isto que me ajuda. É 24 horas por dia! Eu já tentei muita coisa nesta vida, mas só este trabalho interno de positivação é que tem me provado por A + B que funciona, que dá resultados na minha autoestima e autoconfiança.

É só e somente quando eu me sinto bem  POR DENTRO que a minha vida flui com mais coragem. Eu então faço de um tudo para que eu me coloque nesta posição de me sentir bem. Pensar o melhor de mim, pensar o melhor das situações, pensar o melhor da vida.

É quando eu mudo minha vibração por dentro que vejo mudança do lado de fora. É quando eu fico na positivação que a minha realidade do dia-a-dia se transforma para melhor. Enfrentar o medo e me positivar não é algo natural em mim ainda, mas com perseverança, eu chego lá.

A nossa vida é um reflexo do que somos por dentro.

 

Vencendo o medo do mar

Em seu livro “Você pode curar a sua vida“, a autora Louise Hay correlaciona doenças físicas com suas possíveis causas mentais, isto é, quais são suas crenças e pensamentos que geram tal mal físico. Cada vez que eu procuro na lista do livro algo físico que estou sentindo, as explicações da Louise fazem muito sentido em todos os meus casos particulares. Um exemplo é a razão mental pela qual eu sinto, ou melhor, sentia enjôo no mar. Ela diz que enjôo no mar (ou carro) é simplesmente medo – medo de não estar em controle total das coisas. Ah, como isto me define!

Pensa bem, quando estamos no mar, precisamos nos adaptar ao seu movimento. Não temos o poder de fazer as ondas se acalmarem, nem mudarem de direção, nem de nada! Ou você se adapta ao mar ou você pode entrar numa fria. Mesmo sabendo nadar, se uma correnteza te pega, você estará, inexorávelmente, à mercê de onde ela te leva. Então, não faz o maior sentido que pessoas controladoras, como eu, se sintam desconfortáveis em locais onde não podem controlar nada? Faz! Já sabendo disto, quando viajei para uma ilha em Honduras (Roatán), em fevereiro de 2016, eu deliberadamente planejei vencer o medo do mar e o enjôo que ele me causava.

A atração em Roatán é a vasta barreira de corais ainda bem preservada – é a segunda maior do mundo, depois da Austrália. Então, o nosso obejtivo nesta viagem era fazer flutuação no mar calmissímo e mega transparente do amanhecer ao anoitecer. À princípio, para ir desbravando meu medo aos poucos, nós ficavamos numa região relativamente rasa, onde daria pé, caso me desse algum pânico. Mas, mesmo no raso, a barreira de corais por lá é um labirinto, o que siginifica dizer que se, do nada, uma onda um pouco mais forte vem, você pode esbarar nos corais e se machucar pra valer.

Nós passamos duas semanas por lá e, conforme o passar dos dias eu ia ganhando mais e mais confiança e conforto. Quando eu estava no mar e o medo começava a vir na mente, eu me dizia “Tudo está bem. Eu sou capaz de fluir com a vida. Eu sou capaz de fluir com o mar. Mar, eu flui com você, não quero lhe controlar. Mar, eu me liberto para fluir com você. Nós dois somos livres e juntos”. Ou algo assim. Na minha mente, eu ia conversando com o mar. E isto me acalmava e o enjôo passava. A cada dia eu tinha menos enjôo e ou conseguia reverter o enjôo com esta conversa com o mar.

Nestas duas semanas de viagem, nós pegamos muita chuva daquelas constantes de durar o dia inteiro (mas sem raios ou trovôes). No entanto, a má meteorologia não foi problema pra nós, pois o mar, embora mais agitado, dava para entrar numa boa e, molhado por molhado, a chuva não interferia em nada. Além disto, a água era tão transparente que, mesmo sob chuva, a visibilidade era boa. Ainda assim, da praia inteira cheia de hotéis, nós éramos uns dois pouquíssimos “doidos” que entravam no mar. As outras pessoas não entravam por frio.

Até que um dia, nós almoçamos e estávamos descansando a nossa habitual uma ou duas horas antes de voltar pro mar, quando meu marido disse que estava de preguiça e não iria. Mas, eu falei que iria sozinha e fui. Estava uma garoinha, ninguém se atrevendo no mar a entrar ainda mais depois da preguiça do almoço, mas eu fui, e sozinha curti o mar. Fiquei mais de 4 horas sozinha no mar e me divertindo, confiante e segura de que eu estava ali fluindo com a vida e sendo sustentada e protejida pelo Universo. Que sensação de poder pessoal! É daquelas coisas indescritíveis! Quando eu, finalmente saí da água, estava meu marido de guarda-chuva me esperando sair do mar porque ele não estava acreditando no que via. Ele vibrou tanto quanto eu a cada vitória que tive nesta viagem. Pela primeira vez, era eu que tinha história pra contar do que eu tinha visto, e não o contrário, visto que ele sempre ficava mais tempo na água do que eu. Mas não desta vez!

Num outro dia, meu marido disse “Agora eu acho que você já está pronta para a gente ir bem mais longe, onde a barreira tem uns 50 metros de profundidade, o que você acha?”. Eu também achei que eu estava pronta para mais um desafio. E lá fomos nós! Foi fácil? Sem conflitos interiores? Nããããão! Mais uma vez precisei voltar à conversar com o mar, à acalmar minha mente, à fluir com a correnteza e, assim, com o passar das horas e dos dias, fui mais uma vez contruindo a coragem, até que, comecei a curtir o fundo do mar. Curti tanto que fui tendo uns insights enquando nadávamos. Eu explico.

Nas profundezas do mar do Caribe

Nas profundezas do mar do Caribe

Quando a gente faz flutuação, a máscara não deixa você ter uma visão tão ampla como quando estamos sem ela. Então, é preciso estar sempre atento aos detalhes, olhando ao nosso redor. E pra mim isto foi uma excelente prática de atenção plena porque, se eu deixasse a mente começar a viajar na maionese, eu estaria perdendo toda a beleza daquele momento. E foi assim que percebi também que, assim como na vida, há um limite até onde podemos enxergar com clareza o que vêm adiante. Se eu ficasse olhando munto pra frente (futuro) eu não via nada com clareza e, ao mesmo tempo, eu perdia os peixes e corais que estavam ali pertinho de mim (a vida presente) que eu podia, de fato, curtir. Na vida, assim como no mar, as coisas e acontecimentos só vão se descortinando somente à medida que a gente vai dando um passo, depois outro. Não adianta ficar querendo ver muito adiante: a gente não só não vê nada com clareza como perdemos aquilo que está ali no momento presente. Não foi fantástica esta minha experiência no mar? Eu achei o máximo!

Continuando nossas aventuras, certo dia meu marido inventou da gente fazer um passeio de barco. Me bateu logo o medo de enjôar com as ondas em alto mar, mas meu marido me convenceu (e eu levei pastilhas de gengibre, por precaução! hahaha). O tempo estava meia-boca, então, o passeio estava pela metade do preço. Lá fomos nós, num barquinho pequeno cheio de gente e o mar agitado. E tome mantra!!!! E tome conversa com o mar, comversa com o vento! Concersa com o Universo! … E não é que deu certo? A gente estava sentado na frente do barco, o que significa dizer que à cada onda gigante, a gente ficava suspenso no ar! Pela primeira vez, ao invés de passar mal, eu curti, eu curti muito. Meu marido surpreso passou quase o tempo interio me filmando porque estava incrédulo. O passeio inteiro eu me senti bem e pela primeira vez tive prazer em um passeio de barco ao invés de ficar jogada num canto passando mal enquanto os outros se divertiam.

Desta viagem, além de eu ter levado todo este aprendizado com o mar, eu trouxe também a consciência de que, na vida de todo dia, eu posso praticar a mesma coisa. Quando existir algo, alguém ou situação que independe da minha vontade, ainda que eu não curta ou mesmo deteste, posso aprender a fluir com a vida, a aceitar como ela é e mudar de direção, se preciso for. Posso aprender a párar de rejeitar a realidade das coisas porque jamais tudo na vida será como eu quero, planejo ou sonho. Deste então, tenho praticado isto todo dia. Nem sempre funciona porque para muitas coisas ou situações eu simplesmente ainda não estou pronta (mas não me cobro ou critico: tudo a seu tempo); nem sempre estou nesta vibe positiva; mas já vejo o meu desenvolvimento desta sementinha que foi plantada por mim e em mim lá em Honduras! Já é uma plantinha!

Um passo de cada vez.

 

Começando devagar

Quando queremos aprender alguma coisa nova, começamos do simples ao mais complexo. E foi assim que eu começei aprendendo a vencer meus medos.

Em janeiro de 2016, eu resolvi vencer o medo de cabelo curto. Parece simplório, não é? Afinal, porquê ter medo de cabelo curto? Eu explico.

Ao longo da minha vida, desde a infância até a vida adulta, eu cresci ouvindo que cabelo curto é coisa de homem e cabelo comprido é coisa de mulher. Aquele velho e ainda não-ultrapassado machismo brasileiro. Mas eu era pequena e assimilei isto. Eis que, então, veio a experiência de medo de cabelo curto:

Eu era uma criança de uns seis anos e tinha o cabelo comprido. Quando minha mãe ia penteá-lo, ela usava de uma certa dose de força para desembaraçar meu cabelo encaracolado. Aquilo me irritava e doía até. Então, eu estava sempre reclamando que não queria pentear o cabelo. Criança, né? … Num certo dia, minha mãe, já farta das minhas reclamações, cortou o meu cabelo curto, já que eu não gostava de pentear, oras! Mas o meu “eu criança” entendeu aquilo como uma punição, tipo assim “Não quer pentear o cabelo? Vai ficar com corte de menino. Vai ter cara de menino. Vai ser chamada de menino”. Minha mãe não me disse nada disso, nem tampouco esta foi a intenção dela, mas a questão é como eu me senti, entende? Eu me senti humilhada, envergonhada de “ter cabelo de menino”. Tomei HORROR a cabelo curto (em mim).

Eu sei que isto aconteceu quando eu era pequena, mas lá no fundo sempre ficou esta aversão à cabelo curto. Tanto é que na vida adulta eu nunca tive o cabelo nem nos ombros, era só quele cabelão no meio das costas ou na cintura.

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Cabelão de 2014

Assim sendo, quando eu resolvi deixar meu cabelo sem tintura, ou seja, grisalho novamente, surgiu a oportunidade de cortar o cabelo curto. Afinal, desta vez não estava nos meus planos deixar a raiz crescendo grisalha e o restante da longa cabeleira pintado de preto. Então, eu fui cortando eu mesma aos poucos. Quem acompanhou a saga pelo snapchat riu muito porque eu fui cortando, cortando, cortando, até que eu fiz merda e fiquei parecendo um personagem saído de Jornada nas Estrelas hahaha

Para concertar meu auto-corte exótico, minha cunhada cabeleireira, à pedido meu, passou a tesoura geral e eu fiquei com o cabelo mega curto!

E para a minha surpresa, eu amei! Me achei linda de cabelo curto; nem um pouco masculina. Pelo contrário, achei que fiquei charmosa e chique no último, tipo capa de Vogue Francesa! hahaha Além disto, me deu uma sensação de liberdade, de estar solta. Meu sentimento é que o cabelão simbolizava uma amarra com o passado e o fato de eu ter cortado foi como se eu tivesse me libertado de um peso! Foi um excelente pontapé para começar o ano que decidi vencer meus medos!

Curto, curtinho!

Curto, curtinho!

 

Daqui pra frente, se eu deixar meu cabelo ficar comprido de novo, vai ser por escolha e não medo!

 

 

 

 

 

Introdução sobre meus medos

Medo. def. 1. Estado emocional resultante da consciência de perigo ou ameaça, reais, hipotéticos ou imaginários.

Reais, hipotéticos ou imaginários.

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Na nossa evolução como seres humanos, o medo nos ajudou como ferramenta de adaptação à realidade: discernirmos o seguro do perigo.

Alguns medos são inatos, isto é, de alguma forma já nascemos sabendo o quê evitar, como grandes alturas por exemplo. Já outros medos são adquiridos através das experiências vividas. Exemplo: você era criança e precisou tomar uma injeção que doeu mais que tudo e disto resultou num medo de agulhas ou de enfermeiras, de hospital, etc.

Eu costumava achar que ter medo é sempre algo ruim, algo que eu tinha de curar em mim, algo a ser evitado com todas as forças. Para você ter uma idéia, quando eu comecei a fazer psicoterapia, em 2011, meu objetivo era atingir um estado de total ausência de medo de qualquer coisa. Que viagem!!!

O medo tem suas funções positivas. Por medo de morrer, por exemplo, é que dirigimos com atenção, ou não entramos para nadar num mar em ressaca. Medo não é algo a ser anulado.

No entanto, existem aqueles medos hipotéticos e imaginários, como na definição no início do texto. São aquelas “viagens na maionese”, aquelas hipóteses catastróficas que inventamos na nossa cabeça sobre situações que nem sabemos se acontecerão. E sofremos, sofremos muito com a cabeça a mil imaginando incontáveis cenários negativos. É o tipo de medo que se chama de ansiedade.

Todo mundo tem medo de alguma coisa ou situação. A diferença está em como cada indivíduo lida com o medo.

Há aqueles que sentem medo, mas confiam suficientemente em si e na vida, de forma que passam pela situação de medo sem desespero ou descontrole emocional.

Há quem, como eu, até encaram a situação de medo, mas com profunda angústia e sofrimento, tipo você vai, mas vai se cagando?

E há aqueles que paralisam de medo. Simplesmente não conseguem agir.

Veja se você se identifica em alguma coisa comigo:

Situação: você precisa apresentar um relatório ou uma idéia em uma reunião.

Você se prepara obcessivamente para que tudo saia “perfeitamente perfeito”. Uma vez a apresentação pronta, você tem certeza que ela está excelente.  Daí a cabeça começa: “E se me perguntarem isto?”, “E se o fulano não gostar?”, “E se eu gaguejar?”, “E se o Power Point não funcionar?”, “E se?”, “E se?”…Uma inundação de pensamentos catastróficos ! Daí você fica preocupada e não consegue dormir direito, tem pesadelos, quer comer o mundo para apaziguar a ansiedade, fica em constante estado de alerta pensando na apresentação e se preparando mentalmente para todas estas possíveis catástrofes: imagina perguntas e elabora respostas; leva seu laptop, mil cabos e umas 3 chaves usb com cópia da apresentação…Enfim, chega o dia! Você está tão nervosa que tem aquela diarreia pré reunião porque está se borrando de medo. …Eis que a apresentação é um sucesso! A reunião se desenrola maravilhosamente ! Objetivos alcançados! UFA! …Mas o sentimento de satisfação pessoal dura o quê? Duas, três horas? Até o fim do dia?

Querida leitora, você acha que meu medo diminuiu depois desta situação relatada acima? Que eu me senti mais capaz? Que numa próxima situação eu tive  menos medo?

NÃO!

Este é um trabalho longo, de mudança de meu sistema de crenças, mudança de padrões de comportamento, desenvolvimento de autoconfiança e coragem. É como plantar uma árvore: da semente à uma árvore de muitos metros, há muita paciência e trabalho envolvido. É preciso cuidar, regar e amar.

Assim sendo, o que compartilho aqui nesta minha nova fase blogueira, é como eu tenho lidado com esta gangorra emocional entre momentos de puro medo e momentos de forte autoconfiança; e quais as ferramentas e acões que tenho praticado para construir e consolidar minha coragem.

Abraço à todas!!!