Autoimagem & amor por si

Continuando os relatos dos medos enfrentados desde o início do ano, o mês de março foi rico em oportunidades nas quais eu pude exercitar a coragem. Foram situações simples, mas que, quando se acumulam, acabam virando um fardo a ser carregado. E isto cansa! O dia que você cansar, mas cansar de verdade, aquele dia que você se diz gritando do fundo da sua alma “CHEGAAAAAA”. Aí sim, você começará a ter esta vontade de enfrentar o mundo de peito aberto e sem medo de simplesmente ser você.

No meio do mês de fevereiro nós compramos um pacote de três meses em um spa nórdico com direito a cursos de grupo para atividades físicas (como yoga, pilates, spinning, etc).

Para curtir o spa nórdico, que nada mais é do que alternar sessões de sauna com um choque térmico em piscina gelada, seguido de relaxamento, era preciso expor o corpo fora de forma em um biquíni.

Aproximadamente 80% dos frequentadores do spa pareciam saídos da capa da revista Boa Forma – e isto foi intimidante. Muitas vezes eu me senti desconfortável e nem era porque as pessoas me olhavam, era coisa da minha cabeça mesmo! Como se diz por aí, nosso maior inimigo somos nós mesmos. Não temos que vencer ninguém lá fora. Só precisamos vencer  nosso próprio poder de autodepreciação.

Então, foi nesta época que, por “acaso”, acabei esbarrando com o livro da Louise Hay chamado “Mirror Work”. É um livrinho pequeno com exercícios de autovalorização que a pessoa faz se olhando no espelho.

image

No início parece bizarro, falso ou mesmo engraçado a gente se dizer coisas do tipo “Carla, você é uma maravilhosa expressão da vida”. Isto porque a mente está habituada com uma conversa negativa. A mente conversa com a gente: é aquela voz que fica martelando na nossa cabeça “Você deveria ter feito isto melhor, você deveria ter agido assim, ou assado” … E por aí vai.

Assim sendo, precisamos educar a mente à uma nova programação: uma que nos valoriza. E é exatamente isto que este livro da Louise Hay propõe. Não sei se ele existe em português, mas basicamente os exercícios são fundamentados em se olhar no espelho, no fundo dos nossos olhos e nos dizermos coisas boas, como falaríamos para alguém que amamos muito e que está em apuros, só que no caso este alguém é nós mesmos. Há um vídeo em português no YouTube com um guia bem fiel aos exercícios do livro, clique aqui.

O livro propõe um trabalho de uma lição de cada vez, por 21 dias, mas eu ainda estou numa repetição dos 4 ou 5 primeiros exercícios. Quando me sentir fortalecida com estes, passarei para os próximos. Pra cada um a ferramenta ajuda de uma maneira. E pra mim me ajudou demais com a questão da autoimagem com relação ao spa. Fui deixando a negatividade sobre o corpo de lado e fui curtindo meu momento de relaxar sem que a mente ficasse me atormentando a toda hora sobre meu corpo.

Agora, deixo abaixo exemplos das conversas com o espelho sugeridas pelo livro:

“Eu quero aprender a gostar de você. Eu quero muito aprender a gostar de você. Vamos fazer isto de forma divertida”

“A cada dia eu aprendo mais e mais a gostar de você”

“Eu estou disposta a aprender a lhe amar (diga seu nome). Eu estou disposta a lhe amar”

“Eu lhe amo, (seu nome). Eu lhe amo, muito, muito muito, de verdade”

“Tudo o que eu disser para mim, eu digo com amor. Tudo o que eu disser para mim diante deste espelho, eu digo com amor”

“Eu sou esperta. Eu sou mais inteligente do que eu imagino. Eu sou um gênio com uma enorme abundância de idéias criativas. Eu sou uma pessoa magnífica. Eu sou amável. Eu sou digna de muito amor”

Existem muitos outros exercícios, mas eu tenho praticado estes aí, para construir uma base sólida antes de ir mais além. Para algumas pessoas pode ser mais adequado fazer o livro todo de uma só vez, pois cada um é de um jeito.

Nem sempre eu tive baixa autoestima. Eu já fiz muita conversa positiva  com o espelho, mas era mais uma coisa de vaidade física, tipo a Nazaré da novela  Senhora do Destino.

No entanto, o objetivo dos exercícios da Louise Hay é desenvolver uma profunda relação de amor com sua essência. Não tem nada a ver com nossa imagem física necessariamente, mas, naturalmente, acabamos por desenvolver uma aceitação crescente da nossa aparência, com os pés na realidade do quê podemos ou não podemos mudar para melhor em si, em todos os sentidos.

A prática de cair de amores por nós mesmos é algo que se constrói no dia-a-dia. Não vai ser com uma semana, uma vez por dia. Cada vez que você se olhar no espelho de uma loja, do banheiro, na rua, enfim, a cada vez que você olhar a sua imagem refletida, pense algo bom sobre si mesma.

Foque em suas qualidades (e todos temos muitas!), elogie-se por qualquer razão que seja, nem que seja uma gratidão por ter mãos que funcionem perfeitamente e que permitem você limpar sua própria bunda! Sempre temos motivos para agradecer nosso eu, nossa vida e nos elogiarmos.

Eu sei que a mente mal educada quer sempre focar no que não temos, mas é importante educá-la positivamente.  O cérebro é algo maleável, de uma plasticidade imensa em fazer novas conexões neurais, então, podemos sim alcançarmos um estado de equilíbrio mental e emocional se nos positivarmos com disciplina.

Um pensamento de cada vez. Um dia de cada vez. Mas com constância, persistência e disciplina.

Minha mente é como um porto: eu amarro ou desamarro as crenças que eu escolhi pra mim” (Calunga)

 

4 thoughts on “Autoimagem & amor por si

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s