Largando a hipnose social

No caminho do desenvolvimento da coragem, há uma ação muito importante:

É o  “FODA-SE“.

Sobretudo no que diz respeito ao “o quê as pessoas vão pensar se eu _____________” (complete a frase com a sua situação), o “foda-se” é um pré-requisito DA VIDA FELIZ. Não estou aqui estimulando ninguém a sair xingando os outros por aí. O “foda-se” você vai dizer é para a sua mente viciada numa programação social imposta que te diz “Você tem que ___________” (preencha com a sua situação).

Pois bem, pessoal, a gente não “tem que” nada ou quase nada. Eu diria que o “tem que” só é, talvez, aceitável se eu disser “Você tem que ouvir a si mesmo, ao que você quer, e não aos outros”. Mas daí nem todo mundo está preparado para este passo, então, é melhor dizer que a gente não “tem que” coisa alguma mesmo.

Se não quero ir na festa da amiga, eu vou falar “Olha amiga, eu gosto muito de você mas, não tô a fim de ir hoje não, vou ficar aqui vendo Netflix”. E se a amiga não for capaz de entender, problema delaaaa!!!!

Se eu me sinto mal fazendo isso ou aquilo, eu não vou mais me forçar a nada que é contra a minha natureza, à quem eu sou DE VERDADE, doa à quem doer. E isto não é egoísmo NÃÃÃÃO! Isto é autovalorizar-se, é validar o que estamos sentindo naquele momento. Por que o que o outro sente vale mais do que o quê eu sinto!? Então quer dizer que eu posso me machucar me forçando à ir numa festa pra não magoar o outro? Mas o que é isto!? NÃÃÃÃÃO TÁ CERTO ISTO NÃO! …E o outro fazendo a mesma coisa! Ou seja, todo mundo fazendo o que não quer,  ficando infeliz, pra não magoar o outro! QUE LOUCURA COLETIVA! Não é mais lógico e produtivo cada um cuidar de si primeiro? Claro que éééééé!

Mas olha, você se livrar desta hipnose sócio-cultural ensinada pelas nossas famílias e reforçada pelas normas sociais não é fácil não. A mente rejeita o “eu primeiro” e fica aquela voz lhe chamando de ególatra ou fazendo terrorismo dizendo que se você for você mesma, você vai ficar sozinha. Pois olha, ainda que o preço para ser eu mesma fosse ficar sozinha (coisa que nem é verdade), eu prefiro pagá-lo à continuar sendo uma atriz da minha própria vida, fazendo um papel de boazinha pros outros me aplaudirem. AH NÃO! Foda-se o que os outros pensam! O que eles pensam é problema deles e se for algo negativo é porque eles têm negatividade dentro deles. O que o outro pensa ou fala reflete o que ***ele*** têm dentro de si e não dentro de nós. Quem é genuinamente bem-resolvido, não perde tempo de vida criticando os outros não! Esta pessoa está é imersa vivendo a sua plenitude.

Então, pessoal, é preciso ter coragem de romper com o verniz social de querer agradar os outros. Isto foi só uma hipocrisia social que te ensinaram. Se alguma coisa que você pensa em fazer  vai agradar ao fulano, mas vai agradar à você em primeiro lugar, se for um prazer pra você fazê-lo, tudo bem!!! Mas se sacrificar para agrada o outro é o caminho da absoluta frustração e um grande passo para entrar em depressão.

Começe reprogramando sua mente com situações pequenas, banais, do dia-a-dia e, assim, você vai desenvolvendo a força necessária para se desvencilhar de situações mais pesadas e que lhe bloqueiam o caminho da sua plenitude, da sua satisfação pessoal, de você se sentir bem em ser só e somente você.

Você sabem que eu fui trabalhar para pagar meus estudos numa nova faculdade. Detestei o curso e o trabalho me levou aos limites da minha capacidade de suportar estresses. Foi preciso coragem para admitir que aquele plano não estava funcionando, virar a página e recomeçar. Vem logo na cabeça “Mas o quê os outros vão pensar?”. Pois foi bem neste pensamento que eu disse pra minha mente: “Foda-se! Eu sou mais importante do que tudo! E se isto não é pra mim, ok, outra coisa será. E está tudo bem”.  E com muita frequência eu preciso domar a minha mente que quer me atormentar com a programação antiga de aaaaaaanos, querendo me amedrontar. É um trabalho incessante, nem sempre consigo, mas sigo persistindo com consistência. Pra muita coisa, já mudei completamente; outras ainda são desafiadoras demais! Paciência é o lema.

A gente sempre quer que as coisas aconteçam em saltos, mas a vida se faz é no dia-a-dia – naqueles pequenos atos repetidos. Tenhamos mais amor pelas nossas limitações, que nada mais são que ferramentas de aprendizado; e olhemos para nossas conquistas, das mais ínfimas às grandiozas, com a confiança de que, se já superamos tantas coisas (e todo mundo já superou), somos capazes de lidar e aprender também com infinitas outras, na evolução contante que é ser humano.

 

One thought on “Largando a hipnose social

  1. Carla, também tô nessa! Vez ou outra mentalizo o mantra do “Foda-se” e sigo em frente. Estou aprendendo a me colocar em primeiro lugar, a me valorizar antes de pensar nos outros. Não é fácil, às vezes a culpa me pega, mas tudo faz parte do processo de libertação dessa “hipnose social”! Gasparetto ficaria orgulhoso de vc!! Bjo queridona!

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